Manifesto da Auto Avaliar sobre o aumento do ICMS no estado de SP

Manifesto da Auto Avaliar sobre o aumento do ICMS no estado de SP

janeiro 15, 2021 0 Por Auto Avaliar

O aumento de 207% no ICMS sobre veículos usados e seminovos no estado de São Paulo afeta toda cadeia produtiva e também o consumidor final.

No momento de retomada do mercado o aumento de 207% no ICMS sobre veículos usados e seminovos no estado de São Paulo irá aumentar a informalidade, que poderá fechar lojas e criar mais desemprego.

O mercado foi surpreendido pelo anúncio do governo do estado de São Paulo com um novo pacote de ajuste fiscal que prevê o aumento do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, para veículos novos, usados e seminovos a partir de 15 de janeiro. Para os veículos novos o aumento vai ser de 12% para 14,5% até 1 de abril. Já para os veículos usados e seminovos o imposto vai de 1,80% para 5,53%, ou seja, um aumento de 207% de ICMS sobre as vendas. Na prática, um veículo de R$ 50 mil vai pagar mais de R$ 2.7 mil só desse imposto.

“Com o aumento abusivo da alíquota a informalidade irá aumentar e muitas lojas multimarcas poderão deixar de existir. A conta não vai fechar.” diz o CEO da Auto Avaliar, J. R. Caporal. E completa ainda: “Estamos passando por uma pandemia e neste final de ano o mercado estava começando a retomar. Este pode ser o último respiro para que muitos empreendedores continuem a manter empregos e o negócio funcionando de maneira saudável.” Os desdobramentos dessa decisão serão refletidos em toda cadeia automotiva e infelizmente chegarão aos consumidores finais. Uma vez que, o veículo usado é a porta de entrada para compra de um veículo novo.

Essa majoração da alíquota não condiz com o momento econômico brasileiro e ainda aumentará a perda de competitividade das empresas do estado SP versus as outras unidades da federação. Como parte do segmento, parceria de negócios e com o objetivo de sempre buscar inovação para o setor, a Auto Avaliar apoia os diálogos e negociações que vêm sendo realizadas pelas entidades de classe com o governo. Nós repudiamos esse aumento levando em conta o impacto negativo que causará nos negócios dos empresários paulistas.