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Auto Avaliar vai quadruplicar as vendas em 2018

A maior plataforma digital de vendas de usados do país quer vender 150 mil carros este ano. “Dinheiro tem”, diz Luiz Montenegro, presidente da associação dos bancos de montadoras.

“Vamos vender 150 mil veículos este ano, quatro vezes mais que no ano passado”. A frase é do presi- dente e CEO da AutoAvaliar, JR Caporal, que lidera uma plataforma digital que agrega 67,5% das cerca de 4.000 concessionárias em funcionamento no Brasil. São 2.700 delas operando na plataforma digital – que registra vendas anuais superiores a R$ 20 bilhões.

“Não vejo como ou porquê a greve dos cami- nhoneiros ou essa questão momentânea que afetou a produção da indústria automotiva possa mudar o rumo das nossas metas”, disse ele ao destacar que, sim, as vendas na plataforma caíram 10% em maio, mas que continua firme em seus objetivos para o ano.

“Não é só a questão da greve, temos agora essa questão da Copa do Mundo, das eleições, do dólar, sempre vamos ter alguma coisa. Se a gente ficar pensando nisso nem sai de casa”, diz.

Segundo JR Caporal, a verdade do mercado de veículos é uma só: “existe uma demanda reprimida incrível e, realmente, os números em dezembro poderão até apontar um resultado pouco menor que o esperado hoje, mas nada que represente uma revolução das metas e dos negócios”, aponta.

“Dinheiro tem, os bancos nunca financiaram tanto como nestes primeiros meses de 2018. As taxas de juros caíram e os prazos de financiamento estão muito bem adequados ao consumidor, o que representa fatores muitos importantes para o comércio de veículos. Além disso a indústria auto- motiva e o comércio de usados estão em franco processo de recuperação de mercado e de negócios. Por tais circunstâncias me mantenho extremamente otimista e não vejo nenhuma hecatombe no Brasil que faça mudar o sentido ou a tendência de recuperação do negócio automotivo”, diz.

O presidente e CEO da AutoAvaliar sustenta seu olhar sobre a capacidade que a indústria automo- tiva tem, de produção superior a cinco milhões de unidades por ano. “Chegamos a 3,6, ou 3,8 milhões e retroagimos, e agora estamos no caminho de voltar aos bons números e um mês de maio ou de Copa do Mundo não serve para dizer que o mundo acabou”, afirma.

“O que temos de fazer é o seguinte: perdemos uma semana, 15 dias, então vamos dobrar o vo- lume de trabalho, arregaçar ainda mais as mangas e correr atrás do tempo perdido. Eu vou vender 150 mil carros no Brasil este ano, eu vou quadru- plicar o meu volume de vendas”, disse.

O executivo destaca também que o seu negó- cio, a venda de usados, evidentemente, tem li- gação direta com o comportamento do mercado de novos, dos zero Km.

“Para cada zero Km que entra na praça eu ganho um usado, digamos assim. Se a indústria deixa de por esse zero Km, aí sim, o meu negócio é afetado, mas veja você, os estoques de novos (zero Km) e de usados é mais do que suficiente para passar por qualquer problema sazonal – como o que ocorreu em maio -, portanto, é o que eu disse: arregaça as mangas e corre atrás do tempo perdido”.

O mito da tecnologia

Principal liderança da maior plataforma de ven- das de veículos do país, JR Caporal se mostra aves- so acerca das observações e tendências de analis- tas de mercado sobre o futuro das redes de con- cessionárias e revendas de veículos.

“O modelo de ponto de venda físico não vai acabar, mas é evidente que as revendas e conces- sionárias têm de ficar atentas ao mundo que se abre nesse sentido. Formas novas de comercialização sempre existiram e sempre vão existir, é um aperfeiçoamento contínuo”, diz.

JR Caporal não vê o fim daquele cliente que vai na loja e compra o carro fisicamente. “O consumidor tem hoje acesso ilimitado a milhões de informações e dados, mas não vejo que as vendas futuras serão 100% pelo computador, pelo smart- phone. Esses são instrumentos e ferramentas que apoiam o negócio, mas não vejo uma revenda se transformando 100% em digital só porque o cliente não vai mais na loja comprar ou fechar o seu negócio”, aponta.

Em síntese, o presidente e CEO da AutoAvaliar diz que a venda física, em loja, não vai acabar. “Vai ter sim e já está havendo um processo de forte migração para o digital e todas as revendas e concessionárias estão muito antenadas em relação isso, tanto que somos uma plataforma digital que apoia 2.700 empresas em todo o Brasil. Ou seja, tem mercado para comprar e vender fisicamente (na loja), assim como tem mercado para comprar e vender pelo computador. Não são coisas estanques, divididas, são sinérgicas, uma apoia a outra”, conclui.

Mercado automotivo de R$ 244,2 bilhões

Um dos principais fatos que tem mexido com os zero Km e usados é o excelente desempenho e penetração de produtos do segmento Premium, mas não apenas isso, claro, embora sirva como um termômetro muito interessante porque mexe com todo o ecossistema do mercado de usados.

“A coisa funciona assim: tem o cara que quer comprar o primeiro carro. Tem o que quer sair do carro básico e pegar um melhor e tem o consumi- dor que já está com um carro excelente, mas quer comprar um modelo mais top. Nesse movimento há espaço para todo mundo e isso fica muito evi- dente quando a economia flue positivamente”, diz o presidente e CEO da AutoAvaliar, JR Caporal.

Baseado em números elaborados pelo diretor da IPC Maps, Marcos Pazzini, fomos verificar o potencial de compra de carros no Brasil e, mais ainda, no segmento Premium. Os dados do IPC Maps mostram o potencial de consumo com base em 100% dos municípios brasileiros e no quesito aquisição de carros (zero Km e usados), esse potencial soma R$ 244,2 bilhões nesse ano, 5,5% a mais que os R$ 231,4 bilhões investidos pelos brasileiros na compra de veículos no ano passado.

“Um número pelo outro temos um adicional de R$ 12,8 bilhões a mais de dinheiro a ser gasto na compra do zero Km ou do usado em 2018”, diz Marcos Pazzini ao apontar que as projeções se mantém mesmo com o período de transição re- gistrado em maio, com a greve dos caminhoneiros.

Adivinha onde estão os maiores potenciais de consumo de veículos em 2018? Na classe C1, com pessoas com renda até R$ 2.705,00 que acena com aquisições de R$ 9,6 bilhões na compra de carros, aumento de 17,5% sobre o ano passado e, na classe A, com renda de R$ 20.888,00, que pretende desti- nar R$ 57 bilhões na aquisição de veículos este ano.

“Pode-se dizer que a classe A busca os veículos Premium pelo maior poder aquisitivo e pelo dese- jo de ter um carro Top de marca e de linha”, apon- ta Marcos Pazzini, “mas o importante dos números é mostrar onde está o potencial dessas vendas, em que classe isso tende a acontecer e, principal- mente, em que região geográfica esse potencial de consumo pode se concretizar, gerando uma condição de negócios de pleno sucesso para revendas e concessionárias das mais diversas mar- cas e modelos”, diz.

Apenas como registro, marcas como BMW, Porsche e Volvo Cars têm registrado vendas recordes no Brasil, o que corrobora a tese dos números levantados e depurados pelo IPC Maps e que estão no radar da AutoAvaliar.

“O meu olhar vale para todos os segmentos de veículos e de classes de renda”, diz o presidente e CEO da maior plataforma digital de revendas e conces- sionárias do país. “Quando estamos em um ciclo positivo na economia e estamos assistindo a uma recu- peração do mercado de zero Km e usados, é muito natural essa maior busca ou demanda por veículos do segmento Premium”, constata JR Caporal.

“É evidente que a nossa margem de lucro sobre um negócio que envolva um veículo Premium é maior, mas é bom que se frise uma coisa: ela é maior porque o valor do bem é maior. Em geral, as revendas e concessionárias aplicam uma margem de 5% a 8% no preço, portanto, se você tem um Premium de R$ 200 mil e um básico de R$ 40 mil, a margem de lucro em cima do Premium acaba gerando um resultado nominal e financeiro maior”, diz ele ao apontar que a mesma realidade de ven- das em alta no zero Km também espelha o desem- penho do mercado de usados Premium. Ou seja, se há alta de vendas de veículos zero Km Top, isso também se reflete no segmento de usados.

Apenas para citar, a Volvo Cars em seu último balanço no Brasil revelou vendas recordes de seus modelos, com expansão de 70% nas entregas ao consumidor. O modelo XC90 dobrou as vendas no primeiro quadrimestre, as do XC60 cresceram 38,9% e as do XC40 – que começa a ser entregue agora, após uma primeira onda de pré-venda -, somam mais de 1.300 unidades vendidas. Esse desempenho fez a Volvo Cars definir uma meta de comercializa- ção de seis mil modelos até 31 de dezembro, no melhor resultado já alcançado no país.

Outro exemplo é o da Porsche, que expandiu as vendas no Brasil em 59% entre janeiro e abril deste ano, com 1.124 unidades vendidas. Estamos falan- do de Porsche, superesportivos, carros para poucos.

Onde se vão vender mais carros

O mapa do potencial de consumo de veículos no Brasil aponta que 43,7% dos R$ 244,2 bilhões a serem potencialmente destinados para a compra de novos e usados se dará na Região Sudeste. “As estimativas apontam para R$ 106,7 bilhões no Sudeste este ano”, diz o coordenador do estudo diretor do IPC Maps, Marcos Pazzini, uma informação que é corroborada pelo presidente e CEO da AutoAvaliar, JR Caporal.

“Realmente, o número desenhado bate com nossas estimativas e o potencial de vendas da AutoAvaliar tem como maior foco de expansão o Sudeste”, diz. Em relação ao ano passado, o poten- cial de consumo na aquisição de veículos da região está 5% maior – em R$ 5,1 bilhões.

A segunda região com maior potencial de consumo é a Região Sul, que aponta uma destinação de R$ 55,6 bilhões neste ano, ante R$ 52,5 bilhões em 2017, mas é a região Nordeste que detém o maior patamar de expansão previsto. “O potencial subiu 6,7% neste ano, saindo de R$ 43 bilhões para R$ 45,9 bilhões”, aponta Marcos Pazzini, cuja informação é mais uma vez confirmada pelo presidente e CEO da Auto Avaliar, JR Caporal.

“Sim, eu vejo as regiões Norte e Nordeste com altíssimo potencial de vendas e com enorme campo de crescimento neste e nos próximos anos”, aponta.

Os números do IPC Maps destacam para a Região Norte a soma de R$ 11,2 bilhões como potencial de destinação para a aquisição de novos e usados – R$ 500 milhões a mais que no ano passado – e a Região Centro-Oeste, sai de R$ 23,3 bilhões em 2017 para R$ 24,7 bilhões neste ano.

2018-07-06T12:50:18+00:00